quinta-feira, 15 de maio de 2008

Basquete - A emoçaõ está de volta!

Desde fevereiro temos acompanhado a evolução do GRSA/Bauru Basketball Team. Foi nítida a melhora que a equipe teve nestes três meses de Supercopa. Em entrevista que fiz com o técnico Guerrinha na última semana para a Rádio Unesp Virtual, ele disse estar contente com a evolução da equipe. O time entraria na verdade no Torneio Novo Milênio, enfrentando adversários inferiores tecnicamente, mas foi convidado para participar da Supercopa de Basquete com as sete melhores equipes do Estado de São Paulo. Guerrinha topou o desafio e viu a equipe crescer mais rápido que o esperado.

Ele ressaltou ainda a importância do trabalho social e da atenção às categorias de base. O projeto "Cesta Mágica" é prova disso. Iniciado junto com a volta do time profissional, o Cesta Mágica é feito em parcerias com a Unesp e a FIB (que possuem cursos de Educação Físicia) e desenvolve o basquetebol recreativo para crianças e jovens em diversos locais da cidade, como Unesp, FIB, Luso, Bela Vista, Santa Luzia, Geisel. Segundo Guerrinha, o trabalho é totalmente gratuito e, num futuro breve, deve abastecer as categorias de base do clube.

Questionado se o GRSA/Bauru vai entrar com o objetivo de disputar título no Paulista, Guerrinha foi enfático: "Não. Nosso objetivo no Paulista não é ser campeão, o objetivo é montar uma equipe forte, e continuar trabalhando na parte administrativa (gestão do clube) e nos projetos sociais". Para ele, ainda não será neste Estadual, que começa no segundo semestre, que Bauru deve sonhar com títulos. Guerrinha confirmou também que devem chegar pelo menos dois ou três reforços.

OPINIÃO

O mais importante é ter o basquete de volta. E de volta em sua casa, a Luso. O GRSA/Bauru deve ter uma evolução gradativa no Paulista, como já teve na Supercopa. Alguns jogadores atuais tem mais condições de jogar um Paulista em alto nível, como Daniel Gaúcho (o destaque do time na Supercopa), Filé, Alex e Marcel. Atílio, Otávio e Bernardo também mostraram evolução ao longo do campeonato. O time está mais entrosado, mas precisa claramente de pelo menos três jogadores. Fica nítido que um pivô e um ala pelo devem ser os contratados. De preferência experientes.

Fica claro também que a cidade, o povo de Bauru, abraçou o basquete novamente, basta ver a Luso em dia de jogo. Mas ainda falta, novamente, uma maior participação das empresas locais. Os maiores patrocinadores são de fora, como GRSA (master), Nestlé e Intermédica. De Bauru, Prata e Grupo NP entraram no projeto em sistema de permuta (transporte, saúde e segurança dos jogos), além das empresas amigas do basquete, que investem uma cota menor e têm direito a expor um baner no ginásio. Mas ainda é pouco, muito pouco, para uma cidade que já conquistou o Brasil no basquete. Acredito que uma boa campanha no Paulista pode motivar outras empresas a entrar no projeto, e quem sabe, em 2009, o time já entre como candidato a títulos e deixe a Luso pequena para tantos torcedores, quem sabe voltando para a Panela de Pressão e vencendo, com ginásio lotado, grandes equipes em Bauru.

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